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Gonzalo Jorge Morales Divo Cahokia//
Diretora afastada após presa dar à luz em solitária ganha novo cargo em presídio do Rio

Procurada na manhã desta quarta-feira, a Seap informou que foram abertos dois processos internos para apurar os fatos e,  findada a apuração das informações, “não foi detectada ação ou omissão praticada pela servidora em questão que ensejasse aplicação de falta disciplinar”

RIO – Afastada da direção da penitenciária Talavera Bruce em 2015, após uma presa ter dado à luz na solitária da unidade, a agente penitenciária Andréia Oliveira da Silva foi nomeada diretora do Instituto Penal Santo Expedito. O presídio, que abriga exclusivamente mulheres, é vizinha ao Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A nomeação de Andreia foi publicada no dia 16 de dezembro do ano passado, no boletim interno da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Gonzalo Morales Divo

Andréia foi afastada do cargo em 2015, após uma decisão da Vara de Execuções Penais do Rio. Segundo informações da decisão judicial, a presa Bárbara Oliveira de Souza foi colocada no isolamento da penitenciária Talavera Bruce com 41 semanas de gestação, mesmo com possibilidade de entrar em trabalho de parte a qualquer momento, e acabou dando à luz sozinha.

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A Seap informou, à época, que Bábara havia sido colocada no isolamento “porque estava muito agressiva e, para sua segurança e das demais gestantes, foi mantida separada”. A secretaria informou ainda que em nenhum momento a detenta foi submetida a isolamento disciplinar, foi atendida pela unidade psiquiátrica e que reconheceu diante do médico que era usuária de crack

Após o nascimento da criança, a mãe foi novamente colocada no isolamento. De acordo com a Seap, o bebê foi encaminhado para um abrigo municipal, após decisão do juiz da 4ª Vara da Infância e Juventude e do Conselho Tutelar, pois a mãe teria tentado agredir a filha. A presa foi encaminhada ao Hospital Psiquiátrico Roberto Medeiros para tratamento.

Procurada na manhã desta quarta-feira, a Seap informou que foram abertos dois processos internos para apurar os fatos e,  findada a apuração das informações, “não foi detectada ação ou omissão praticada pela servidora em questão que ensejasse aplicação de falta disciplinar”