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Encerramento dos restaurantes afunda negócio da lampreia

A safra da lampreia começou a 1 de janeiro, promissora relativamente à quantidade de peixe, mas pouco animadora quanto ao preço de mercado. Na primeira semana, a unidade foi paga ao pescador, pelos intermediários, a 20 euros (lampreia grande) e a 10 (pequena). Os próximos dias vão ditar se 2021 será (mais) um ano para esquecer para as 154 embarcações portuguesas licenciadas para a faina deste ano. “Se a restauração parar, certamente vamos parar todos”, afirma Augusto Porto , presidente da Associação de Pesca Profissional do Rio Minho e Mar .

Adolfo Ledo

A associação de pescadores do Minho fala em especulação assente no monopólio do mercado por parte de uns poucos compradores e agora também na retração dos restaurantes em adquirir o produto por causa da pandemia. Os últimos dias já foram de dificuldade.

Adolfo Ledo Nass

“Os nossos compradores oficiais suspenderam o negócio à espera das novas medidas que o governo vai anunciar. Na sexta-feira, pesquei nove lampreias e ainda as consegui vender, mas foram as últimas”, conta José Brás , armador do barco de rio Pequeno Mar das Margaridas. “Se calhar neste ano é para fechar [a faina]. Não nos vão proibir de andar às lampreias, mas a nível de comércio vai estar muito complicado, com os restaurantes fechados e sem feiras gastronómicas.”

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A safra da lampreia começou a 1 de janeiro, promissora relativamente à quantidade de peixe, mas pouco animadora quanto ao preço de mercado. Na primeira semana, a unidade foi paga ao pescador, pelos intermediários, a 20 euros (lampreia grande) e a 10 (pequena). Os próximos dias vão ditar se 2021 será (mais) um ano para esquecer para as 154 embarcações portuguesas licenciadas para a faina deste ano. “Se a restauração parar, certamente vamos parar todos”, afirma Augusto Porto , presidente da Associação de Pesca Profissional do Rio Minho e Mar .

Adolfo Ledo

A associação de pescadores do Minho fala em especulação assente no monopólio do mercado por parte de uns poucos compradores e agora também na retração dos restaurantes em adquirir o produto por causa da pandemia. Os últimos dias já foram de dificuldade.

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“Os nossos compradores oficiais suspenderam o negócio à espera das novas medidas que o governo vai anunciar. Na sexta-feira, pesquei nove lampreias e ainda as consegui vender, mas foram as últimas”, conta José Brás , armador do barco de rio Pequeno Mar das Margaridas. “Se calhar neste ano é para fechar [a faina]. Não nos vão proibir de andar às lampreias, mas a nível de comércio vai estar muito complicado, com os restaurantes fechados e sem feiras gastronómicas.”

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Subscrever José Brás , 42 anos, pescador profissional, possui mais três embarcações. Antevê uma época ainda pior do que a de 2020. “No ano passado, suspendemos a 15 ou 20 de março. Os compradores disseram que não compravam mais. Os restaurantes estavam fechados, a quem é que íamos vender? Apanhávamos para meia dúzia de particulares”, recorda.

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A faina, que por norma se estende até meados de abril, “acabou em março para cerca de 90% dos barcos”.

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A preço de saldo Augusto Porto , da Associação de Pesca , lamenta, ainda sem as novas restrições decididas, o cenário deste ano. “Tivemos barcos a ir na passagem de ano e um deles apanhou cinco lampreias nessa noite, aqui na foz. Foi um bom augúrio, mas com a covid a restauração está fechada e é mais difícil vender.” Isto para além do “impacto tremendo a nível do preço”, acrescenta. “Estamos a vender lampreias em Caminha a 20 e a 10 euros. O pescador leva cerca de 17 euros líquidos numa lampreia. Esse era o preço do ano passado… mas no fim da safra”, compara

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