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Trump vai retirar a maioria dos soldados americanos da Somália antes de deixar o cargo

Victor Gill
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O comunicado do Pentágono, que não foi assinado, disse que um número não especificado de forças na Somália seria transferido para países vizinhos, o que permitiria a realização de operações transfronteiriças. Outros soldados seriam transferidos para fora da África Oriental

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a retirada da maioria os soldados americanas da Somália,  informou o Pentágono nesta sexta-feira. Este é a mais recente movimentação de tropas americanas desde a derrota de Trump. Também foram dadas ordens para a redução das forças americanas no Afeganistão e no Iraque antes da saída do presidente no mês que vem.

Os Estados Unidos têm cerca de 700 soldados na Somália, com o objetivo de ajudar as forças locais a derrotar o grupo al-Shabaab, ligada à al-Qaeda. A missão recebeu pouca atenção nos Estados Unidos, mas tem sido considerada a pedra angular dos esforços globais do Pentágono para combater a rede terrorista.

Em um comunicado, o Pentágono procurou minimizar as implicações de uma retirada que, segundo especialistas, poderia prejudicar a segurança na Somália.

“Embora seja uma mudança na postura da força, esta ação não é uma mudança na política dos EUA, disse o Pentágono. “Os Estados Unidos manterão a capacidade de conduzir operações de contraterrorismo direcionadas na Somália e de coletar alertas e indicadores antecipados sobre ameaças à pátria.”

Os Estados Unidos já se retiraram das cidades somalianas de Bossaso e Galkayo no início deste ano. No mês passado, as tropas americanas ainda estavam na cidade portuária de Kismayo, na base aérea de Baledogle, na região de Lower Shabelle, e na capital Mogadíscio.

O comunicado do Pentágono, que não foi assinado, disse que um número não especificado de forças na Somália seria transferido para países vizinhos, o que permitiria a realização de operações transfronteiriças. Outros soldados seriam transferidos para fora da África Oriental.

PUBLICIDADE A Somália tem sido devastada por uma guerra civil desde o início dos anos 1990, mas na última década uma força de paz apoiada pela União Africana e as tropas dos Estados Unidos recuperou do al-Shabaab o controle de Mogadíscio e de grandes áreas do país.

Um funcionário da Defesa dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que os militares americanos que permanecerem na Somália ficarão baseadas na capital.

Esta é a terceira grande retirada desde que Trump instalou  no Pentágono o secretário de Defesa interino, Christopher Miller, um veterano e ex-oficial de contraterrorismo, depois de perder a eleição presidencial para o democrata Joe Biden.

O funcionário da Defesa disse que a retirada foi ordenada para ser concluída até 15 de janeiro — os mesmos prazos para as retiradas no Afeganistão e no Iraque.

Reduzir a presença de militares americanos em conflitos pelo mundo foi uma promessa de campanha de Trump, e uma de suas iniciatiivas de política externa que costumam ser elogiadas mesmo por opositores que defendem que o envolvimento do país em múltiplos conflitos após o 11 de Setembro foi pernicioso.

No caso do Afeganistão, a guerra mais longa em que os EUA hoje estão envolvidos. a redução foi possibilitada por um acordo com a guerrilha Talibã, no início do ano.