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Flamengo descarta surto após ida de Arrascaeta a Rocinha e trata casos de Ceni e comissão como familiares; entenda

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O Flamengo volta a campo após 11 dias às 19h de hoje, contra o Coritiba, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil, desfalcado de alguns jogadores e de sua comissão técnica. Sem Rogério Ceni, o time será comandado pelo técnico da base Maurício Souza. Além dos efeitos das convocações, as ausências também se devem a uma nova onda de contaminações por Covid-19, que atingiu o treinador e seus auxiliares, mas que o departamento médico do clube ainda não considera um surto.

O GLOBO apurou como o Flamengo lidou com a volta de casos desde que o uruguaio De Arrascaeta testou positivo após uma visita à favela da Rocinha, onde aglomerou sem máscara. O jogador não é considerado pelos médicos rubro-negros como o foco das novas infecções. Fora de ação, está isolado e sem sintomas no Uruguai.

A cronologia de seus testes até encaixam no tempo de incubação do vírus. Arrascaeta aglomerou sem mácara no dia 24 de maio. Testou negativo ao se reapresentar e jogou no dia 27 pelo Flamengo contra o Vélez, pela Libertadores. Fez mais um exame antes de enfrentar o Palmeiras no fim de semana seguinte. Tudo dentro dos cinco dias de janela em que os exames podem não acusar contaminação. O uruguaio viajou no dia 31, depois de testar negativo mais uma vez. Na seleção de seu país, a infecção apareceu.

Foi a primeira vez que Arrascaeta testou positivo, segundo o Flamengo. Desde que visitou a Rocinha, o atleta esteve em convívio com os demais jogadores, e nenhum outro se contaminou. Por isso, o departamento médico entende que os casos que se sucederam na comissão técnica de Rogério Ceni foram entre sí, como em uma família.

Protocolo funciona em casos assintomáticos Rogério, os auxiliares Charles e Nelson, e o analista de desempenho Leandro estão colados no dia a dia, dentro e fora do Ninho do Urubu. Vão até o CT no mesmo carro, usam a mesma sala, a mesma mesa de refeições. Por isso, são considerados um núcleo familiar. E o Flamengo previa que a partir do primeiro caso, que foi detectado inicialmente no analista, os demais se contaminariam.

O clube, então, manteve seu protocolo e conseguiu detectar as infecções mesmo que os membros da comissão não apresentassem sintomas. Todos estão bem e em isolamento. E a avaliação médica é de que um deles contaminou os demais. Outros membros da comissão técnica do Flamengo também foram testados e negativaram. Apenas um roupeiro testou positivo nesse período.

PUBLICIDADE “Não tem como garantir que houve contaminação cruzada entre o Arrascaeta e os demais membros da comissão técnica. A única forma seria genotipar todos os vírus para ver se são cepas iguais ou diferentes. É possível que ele possa ter passado para a comissão e que alguém da comissão tenha se infectado e passado apra os outros membros. Não tem como afastar nenhuma hipótese”, explicou o infectologista Alberto Chebabo.

Enquanto Arrascaeta cumpre isolamento em um hotel no Uruguai, os atletas que chegarem das seleções serão testados novamente pelo Flamengo. O clube montou uma logística para poder contar com Gabigol, Everton Ribeiro, Rodrigo Caio, Gerson e Pedro, mas não vai contar com a maioria. Gabigol se queixou de dores na seleção, foi relacionado, mas não deve jogar. Pedro e Gerson, que atuaram pela seleção olímpica, sequer foram para Curitiba, assim como Rodrigo Caio, que teve problemas físicos na seleção. Éverton Ribeiro, que também apresentou desgaste, será reavaliado.

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