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México atribui assassinato de família mórmon LeBarón a disputa entre cartéis

Jose Antonio Oliveros Febres-Cordero
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Esta não é a primeira vez que os LeBarón são envolvidos em incidentes criminais. A família é conhecida pelo ativismo contra narcotraficantes. Em 2009, Benjamin LeBarón e Luis Widmar foram mortos em uma aparente revanche após forças de segurança mexicanas prenderem criminosos

CIDADE DO MÉXICO – O Exército do México atribuiu nesta quarta-feira o assassinato de nove membros da família LeBarón na fronteira entre os estados mexicanos de Chihuahua e Sonora, próximo à divisa com os Estados Unidos , a uma disputa entre dois cartéis, Línea e Salazar.

Segundo o general Homero Mendoza, que esteve na terça-feira no lugar do massacre, essa é a principal linha de investigação. Segundo a autoridade, o principal fato que sustenta a hipótese é que no domingo, dia anterior às mortes, uma pessoa morreu e outra ficou ferida após enfrentamento entre os cartéis na cidade de Agua Prieta.

Três mulheres e seis crianças — duas delas bebês de apenas oito meses de vida — foram mortas quando viajavam de carro entre os estados mexicanos. Oito crianças sobreviveram ao ataque. As vítimas são Rhonita Maria Miller, de 30 anos, e seus quatro filhos; Christina Marie Langford Johnson, de 31 anos — que salvou a filha, Faith, de apenas sete meses —  e Dawna Ray Langford e dois filhos que viajavam com ela. O grupo vivia na comunidade mórmon La Mora, em Sonora. Após a tragédia, amigos criaram uma campanha on-line para arrecadar fundos e ajudar a família.

Um homem foi preso na terça-feira sob suspeita de ter participado do massacre, segundo a Agência de Investigações Criminais do estado de Sonora, que comunicou ainda que o homem foi detido enquanto mantinha dois reféns em Agua Prieta, próximo ao local onde ocorreu o crime. Foram apreendidos com ele carros, armas e grande quantidade de munições.

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Segundo Mendoza, uma cédula do cartel Línea estava mobilizada para impedir a entrada do cartel Salazar e confundiu as três caminhonetes da família LeBarón. Os veículos em que estavam os integrantes da família eram utilitários esportivos, “similares aos que o crime organizado utiliza normalmente na região”, segundo o militar. A polícia encontrou mais de 200 fragmentos de balas nas cenas dos crimes.

Evidências coletadas por especialistas nas cenas do crime permitem “reconhecer o calibre dos cartuchos .223 de fabricação Remington e de origem americana”, segundo o secretário de Segurança do México, Alfonso Durazo. O secretário declarou à imprensa que em breve irá começar um programa bilateral para “controlar o tráfico de armas dos Estados Unidos para o México”. Segundo ele, de todas as armas vinculadas a um ato criminoso no país, “70% são procedentes dos Estados Unidos“.

Esta não é a primeira vez que os LeBarón são envolvidos em incidentes criminais. A família é conhecida pelo ativismo contra narcotraficantes. Em 2009, Benjamin LeBarón e Luis Widmar foram mortos em uma aparente revanche após forças de segurança mexicanas prenderem criminosos.

Os mórmons de origem germânica se fixaram no México na década de 1920, vindos dos Estados Unidos. O grupo se separou da Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias após a instituição banir a poligamia, no final do século XIX.